quarta-feira, 25 de julho de 2012

Abrigado do Mundo


Sempre que a noite aperta
E o frio aconchega
Aqueles que o calor desperta
Encaixotados e feridos

E sempre que o frio desperta
Aqueles que o calor aconchega
Enrolados e perdidos

Há um dia que nasce
E um sorriso que esbate
A tristeza sentida por um sem-abrigo

E não há clímax que espalhe
Ou sentimento que falhe
À esperança de verdade
De um amor sem falsidade

Ao sem-abrigo do mundo,
Que tem um amor por tudo
Apenas lhe resta aquilo
Que, encaixotado e ferido, faz sorrir de novo

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