Numa
noite de verão,
A chuva
era como que se abençoasse aquele pacto.
Ambos
deitados,
Escorria
sangue por entre lençóis
De tão
brancos e puros,
Divinos.
Sobre
seus olhos a via deitada
Como
que cansada,
A sua
cara transpirava
Uma paz
interior.
Nem
parecia que há poucos minutos
A dor
se alimentava dos seus corpos.
Após
tudo
Se
alimentou
Do
silêncio
A sua culpa
Nessa
noite
Eles
encontraram-se
Um ao
outro
Naquele
quarto
Ela
encheu o peito
E ele
de coragem
a
matou ali
Sem
jeito